A Longevidade e a Previdência Complementar, por Fernanda Casalini*

PrevidênciaCada vez mais, faz-se necessário o planejamento sobre o futuro, principalmente em relação à aposentadoria. A qualidade de vida dos brasileiros aumentou, e por consequência, a expectativa de vida também. Entretanto, a maioria das pessoas não considera importante investir na aposentadoria, alguns por opção própria, outros por falta de tempo, ou ainda por falta de conscientização e sensibilidade diante do futuro. A atual situação de um mundo cada vez mais imediatista faz com que muitas pessoas rejeitem essa possibilidade de planejar o futuro, e então, o momento que deveria ser de descanso e tranquilidade com uma boa aposentadoria, poderá se tornar preocupante ou até mesmo triste.

A taxa de fecundidade vem caindo, ou seja, está nascendo menos pessoas e a população está ficando mais idosa. Segundo estudo da CEPAL – Comissão Econômica da América Latina, em 2050 a estimativa de idosos é de 65 milhões, isto é, três vezes mais do que a população idosa atualmente. Em 2013 a expectativa de vida dos brasileiros chegou a 74,6 anos, com projeções para 78,6 anos em 2030, e 81,2 anos em 2060.

Frente a estes dados, cabe uma pergunta: como todos esses idosos irão se manter financeiramente? A minoria terá condições de manter o padrão de vida atual ou viver com dignidade. O INSS já está em déficit e num futuro muito próximo haverá mais pessoas recebendo do que contribuindo para a previdência. A previdência social nada mais é, do que um acordo de gerações, os jovens ativos economicamente contribuem hoje para os aposentados, que consequentemente estão dependendo das crianças que estão nascendo contribuírem no futuro para sua aposentadoria. E esse acordo de gerações, pode ter resultados satisfatórios para ambas as partes?

A solução é ser previdente, protegendo-se contra os três riscos sociais ao qual estamos submetidos: viver mais que o imaginado e ficar sem reserva financeira; sofrer uma invalidez e ficar impossibilitado de gerar renda; e morte prematura deixando familiares desamparados.

E porque se planejar financeiramente através de um plano de benefícios, sendo que, poderia fazer uma poupança, um seguro, ou algum outro tipo de investimento? Por que é através de um plano de benefícios que o participante tem incentivos fiscais e mais segurança na proteção do patrimônio, pois é blindado e possui legislação especifica e rígida.

A previdência complementar surgiu para suprir o que a previdência oficial não conseguirá garantir. É um benefício opcional, que proporciona ao trabalhador um seguro previdenciário adicional, conforme sua necessidade e vontade. O trabalhador contrata uma aposentadoria para garantir uma renda extra para si próprio ou ao algum beneficiário. Os valores dos benefícios são aplicados pela entidade gestora, com base em cálculos atuariais.

Essa nova fase de vida, conhecida também como “melhor idade” chegará, e o planejamento financeiro para esta fase é uma tomada de consciência. Hoje no país as pessoas não têm o hábito de poupar, 68% dos lares no Brasil não se preocupam em guardar parte dos rendimentos. Estamos passando pela era do consumismo excessivo, carentes de planejamento por parte das famílias. Esta conscientização do futuro e planejamento financeiro é a construção de uma nova cultura no Brasil.

A psicologia econômica explica que o cérebro presta mais atenção ao que nos dá prazer imediato. Comprar é um ato de prazer, de recompensa imediata, enquanto que, o planejamento financeiro é algo tão associado à privação. Quem não se importa com o futuro terá de aceitar toda e qualquer situação financeira, submeter-se ao que virá. Não temos como controlar todas as possibilidades do futuro, mas deixá-lo de lado, é ficar à mercê de tudo.

Na prática não estamos habituados a fazer planejamento, é uma questão cultural, pois não somos orientados pelos pais para tal preocupação. A escola também não proporciona grandes conhecimentos e experiências durante a vida escolar. A sociedade em geral, tem o habito de fazer planos para o trabalho, para a carreira profissional, o que é o tipo de planejamento mais comum, mas esquece-se que dá para viver bem e tranquilo depois da fase laborativa.

A aposentadoria marca o início de uma etapa que pode ser longa a ponto de não conseguirmos ter uma noção exata do que esperar dela, pois há mais qualidade de vida, custo de vida mais elevado e maior nível educacional e cultural das pessoas. Após desfrutar de tantas experiências de consumo e lazer, ninguém estará disposto a aceitar um estilo de vida com escolhas limitadas pela falta de dinheiro. A redução na renda que pode ocorrer devido a um mau planejamento financeiro poderá desencadear problemas além de privação de lazer e consumo, problemas mais acentuados, como a depressão, devido à mudança brusca e forçada de estilo de vida.

A Unicred, que é uma instituição financeira cooperativa, além de todos os outros produtos financeiros, também se preocupou em ajudar seu cooperado a planejar este futuro com um plano de previdência mais rentável e mais seguro, e criou o Plano Precaver. O Plano Precaver com apenas 12 anos no mercado já é o maior plano de previdência instituído do Brasil, tanto em número de participantes como em número de recursos. A modalidade do Plano Precaver é em formato de contas individuais de previdência, modelo este mais utilizado no mundo, dando assim maior segurança e proteção ao cooperado. Além disso o plano da Unicred, tem as menores taxas do mercado o que resulta em um patrimônio acumulado maior.

Sendo assim, é preciso se precaver de alguma forma para chegarmos no futuro com a tranquilidade merecida, e a melhor forma de prevenir esse futuro, é através de um plano de benefícios. Um plano de previdência complementar, além dos benefícios econômicos que propagará uma nova forma de educação financeira, é um mercado crescente que começou a se desenvolver de forma expressiva nos últimos 10 anos, entretanto, em um futuro breve será necessário para viver com plenitude a “melhor idade”, garantindo a saúde física e financeira nos melhores anos de vida dos beneficiados.

*Fernanda Casalini é Consultora de Seguros e Previdência da Unicred Porto Alegre

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