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O cooperativismo no Brasil destaca-se com o Ramo Crédito onde nos destacamos com a 16ª posição no mundo em expressão no Cooperativismo de Crédito.

No Brasil o cooperativismo de crédito iniciou em Nova Petrópolis/RS, no ano de 1902 por iniciativa do Padre suíço Theodor Amstad que em conjunto com outras 19 pessoas fundou a 1ª Cooperativa de Crédito da América Latina.

Logo nos primeiros anos as cooperativas espalharam-se pelo Rio Grande do Sul e pelo Brasil. Além das 25 cooperativas de crédito fundadas por Amstad outras foram fundadas e transformaram a realidade de muitos municípios.

Em 1964 por ocasião da Ditadura Militar e de uma legislação mais restritiva as cooperativas do Brasil enfrentaram duras restrições e o crescimento sustentado foi retomado apenas após importantes conquistas por ocasião da Constituição Federal de 1988 que reconheceu a importância das cooperativas de crédito.

Atualmente a rede de atendimento das cooperativas no Brasil representa 18% das agências bancárias do país, enquanto que os depósitos totais administrados ultrapassam 6% do total, sendo que as cooperativas de crédito somadas ocupam a 6ª posição no ranking do volume de ativos, depósitos e empréstimos, estando portanto entre as maiores instituições financeiras de varejo do país.

Tais números demonstram o grande desafio a ser superado pelas cooperativas brasileiras que, apesar de darem ao Brasil o 16º maior volume de ativos de instituições financeiras cooperativas no mundo, ainda possuem um mercado potencial muito grande para crescimento.

O Brasil possui pouco mais de de 800 Cooperativas de Crédito, 34 Centrais Estaduais e 4 Confederações, sendo alicerçado basicamente em 5 sistemas de crédito, sejam eles, SICOOB, SICREDI, UNICRED, e AILOS, CRESOL.

A opção por reunirem-se em sistemas é uma resposta à grande concorrência encontrada no mercado financeiro brasileiro sendo esta a única alternativa para fazer frente aos grandes conglomerados financeiros existentes.

A partir da Resolução 3442/07 do CMN percebe-se uma grande ênfase à organização das Cooperativas através de Centrais.

As Cooperativas independentes (não filiadas a um sistema), também conhecidas como “solteiras”, representam cerca de 15% do número total de cooperativas de crédito e sobrevivem à custa de esforços individuais, com maior capacidade de articulação no setor rural, em face da proximidade com o ramo de produção.

Conheça os dados completos do Sistema Nacional de Crédito Cooperativo nos links abaixo:

10 Comentários

  1. Prezado Marcio,
    Parabéns pelo site novo, são muitas informações ricas e producentes em ótima apresentação.
    Gostaria de sugerir a formatação e divulgação de tabelas evolutivas do cooperativismo de crédito local nos últimos 5/10 anos. Não localizei informações comparativas de prazos maiores, uma visão desse tipo poderia incorporar ganho, para o entendimento do desenvolvimento do segmento. Grande abraço. Ricardo Favalli

  2. AS informações aquí constantes são de muita valia para minha pesquisa, que antecipa o lançamento de um movimento de valorização do empreendedorismo brasileiro, que elaboramos de modo a mobilizar empreendedores de todo o Brasil, com o objetivo de capacitá-los de modo muito inovador, e ajudá-los a superar os presentes desafios. Um dos pilares será a INTERDEPENDÊNCIA FINANCEIRA, no qual o sistema de cooperativas de crédito poderá ser muito útil no compartilhar deste processo, ampliando exponencialmente sua base de correntistas associados e fortalecendo-se mutuamente;

  3. Li no jornal “O ESTADO DE SÃO PAULO” há poucos dias que 72% da poupança financeira do país está concentrada nos 4 maiores bancos e que o governo está pensando em atrair instituições financeiras estrangeiras para o país no intuito de aumentar a concorrência com o objetivo de redução dos juros nas operações de crédito. Nessa hora eu comecei a pensar: Por que é tão pequena a participação do COOPERATIVISMO DE CRÉDITO (cerca de 3%) no sistema financeiro nacional,enquanto na Holanda, na França, no Canadá e em outros países essa participação chega a 50% ou mais. Antigamente, as cooperativas tinham de estar associadas a uma corporação, mas agora existem as cooperativas de LIVRE ADMISSÃO de ASSOCIADOS onde qualquer cidadão pode participar… Devido à facilidades como a existência de ATOS COOPERATIVOS, as taxas cobradas das operações financeiras internas da instituição são substancialmente menores, permitindo transferir essa vantagem para os cooperados nas operações bancárias e tornar os balanços mais lucrativos. A única ressalva, e para isso contamos com a fiscalização dos inspetores do BCB, é evitar a ocorrência de fraudes e irregularidades que podem afetar negativamente os resultados da cooperativa!

  4. bom dia, GOstaria de saber quantas cooperativas existem no brasil, em um total geral, não apenas no setor de credito.
    Onde posso encontrar essa informação?
    Obrigada!

  5. Faço parte de cooperativa independente CBCRED-ACRE
    Gostaria de interagir com colaboradores de outras cooperativas, também independente.
    Alguém ai teria o contato de alguma(s) pra me enviar?
    HÉLIO
    GERENTE
    ADM/FINANC.
    CBCRED-ACRE
    (68) 3222-8053 / 99987-0460(vivo) com wats

  6. A minha sugestão é fazer, conforme o Roberto Antakly disse acima, uma comparação entre o tamanho do cooperativismo de crédito no Brasil e em outras regiões do mundo, como na Europa.



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