Bancos travam corrida para libertar clientes de senhas e cartões

Um mundo sem documetos, senhas e cartões magnéticos, em que as pessoas são reconhecidas por DNA, forma do rosto, íris, digitais, palma da mão, timbre da voz, jeito de andar e falar. A indústria bancária trava uma corrida tecnológica sem fim contra o crime organizado, que entrou na era digital e recrutou os melhores hackers do mundo para roubar senhas e desviar milhões.

Para diferenciar clientes de impostores, os bancos escolheram o caminho da biometria, o estudo estatístico de características físicas. Será o fim da ditadura de senhas, letras de acesso e tokens, os chaveiros eletrônicos que exibem uma senha que muda em segundos para acessar o intemet banking pessoas terão algum identificador que vai nascer com ela ou ser colocado no seu corpo. Ao fazer uma compra, o usuário será reconhecido e o dinheiro, debitado automaticamente”, explica Marcelo Lau, diretor de uma consultoria de investigação de crimes eletrônicos.

“Clientes pagarão mais para economizar tempo.”
O futuro dos bancos passa pelo uso de celulares, identificação biométrica e conveniência para os clientes. Estes pagarão mais para economizar tempo”, projeta S. Balasubramanya, presidente no Brasil da TCS (Tata Consultancy Services). Para lutar contra o crime, as instituições contrataram “hackers éticos”, convertidos ao bem. “Hacker ético”, Breno Silva, 25 anos, trabalha como consultor da IBM, que oferece o serviço aos bancos no Brasil. Seu trabalho é simular ataques eletrônicos para testar a vulnerabilidade dos bancos.

No País, a tecnologia biométrica mais adiantada é a leitura das veias da palma da mão, adotada pelo Bradesco. Nó banco, 10% dos caixas eletrônicos já são equipados com leitores da mão. Praticamente todas as agências têm pelo menos um leitor. Segundo Cândido Leonelli, diretor-executivo do Bradesco, o banco só espera ter a tecnologia fartamente disponível na rede para iniciar uma campanha de cadastramento de mãos dos clientes. O Itaú testa uma tecnologia de identificação de impressões digitais. Os demais bancos estudam adotar desde leitura da íris até identificação de face e voz humanas. A IBM desenvolveu toda uma plataforma de atendimento bancário baseada na biometria e no estudo de comportamento dos clientes. Com ela, consegue identificar potenciais fraudes quando identificam um padrão de consumo e operação bancária incompatível com o histórico do usuário. Uma das apostas é um leitor de face com grau aItíssimo de acerto.

Fonte: O Sul

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