Cooperativas de crédito asseguram o desenvolvimento econômico e social

Associados do Sicredi são os protagonistas da campanha em comemoração ao Dia Internacional do Cooperativismo de Crédito

Mais do que uma associação de pessoas, as cooperativas de crédito são agentes que promovem o desenvolvimento econômico e social. Para comemorar o Dia Internacional do Cooperativismo de Crédito, 18 de outubro, associados do Sicredi relembram momentos de sua trajetória alicerçados no cooperativismo de crédito. Mais de cinco mil quilômetros foram percorridos para mostrar exemplos de gente que coopera para construir um mundo melhor com o apoio de suas cooperativas.

Em cada história de vida, fica evidente a importância da instituição financeira cooperativa para o fortalecimento da economia, para a democratização do crédito e desconcentração de renda. Em todo mundo, mais de 500 milhões de associados são beneficiados com as conquistas do setor, que fomenta o desenvolvimento econômico e social em 100 países.

Firmando-se no mercado como um sistema inclusivo, participativo e democrático, o cooperativismo de crédito no Brasil agrega mais de 6 milhões de associados e 1.273 cooperativas de crédito. Para isso, o modelo está alinhado aos pressupostos de crescimento sustentado, no qual a organização das pessoas é a base do seu desenvolvimento. Dessa maneira, as cooperativas incentivam o empreendedorismo, criam oportunidades de negócio, promovem crescimento de sua atividade, a educação e o fortalecimento de cada região em que estão presentes. Os resultados gerados pelas instituições são repassados diretamente aos associados, que são os donos do negócio e participam da gestão do empreendimento.

Entre os valores que asseguram a consolidação do modelo, destaque para a ajuda mútua, a solidariedade, a cooperação, e princípios que incluem a adesão livre e gestão democrática. Outros pontos fortes que contribuem para o fortalecimento do setor consistem na participação econômica dos membros, autonomia e independência; educação, formação e informação; intercooperação e interesse pela comunidade. As cooperativas asseguram a manutenção de empregos nas comunidades e a oferta de produtos e serviços adequados às necessidades locais.

Neste contexto, o Sicredi consolidou sua atuação, contando atualmente com 113 cooperativas, mais de 2,1 milhões de associados, 1.193 pontos de atendimento distribuídos em mais de 905 municípios brasileiros de dez estados, somando R$ 30,7 bilhões de ativos e mais de 14 mil colaboradores. A previsão é de que o crescimento da instituição seja de 28% ao ano. Até 2015, a meta é alcançar 3,5 milhões de associados.

 

 

Caminhos unidos pelo cooperativismo de crédito

A aposta na força da união

Filho de agricultores, Miguel Motter cresceu na agricultura, como produtor de cereais na cidade de Cafelândia (PR). Com o tempo, percebeu que tinha que diversificar sua atuação, partindo para o ramo da avicultura. Com a certeza de que precisava dar um passo à frente, Motter associou-se ao Sicredi em 2003. Encantado com a filosofia do cooperativismo, ingressou no Conselho Fiscal do Sicredi de seu município e, posteriormente, passou a atuar como coordenador de Núcleo* quando foram implantados os Programas Crescer e Pertencer na cooperativa. Miguel estudou todos os benefícios do cooperativismo de crédito, expandindo-os para a comunidade local.

“É um compromisso e uma responsabilidade muito grande e gratificante, porque posso contribuir, somar e ajudar no desenvolvimento e crescimento da cooperativa, visando atender as necessidades do associado, para que ele também cresça econômica e socialmente”, destaca Motter. Em 2011, o ex-produtor passou a integrar o Conselho de Administração, assumindo como vice-presidente. “Estamos proporcionando condições de o nosso associado melhorar a sua renda, contribuindo com a geração de empregos, distribuição de renda na comunidade, ajudando para possamos construir um mundo melhor”, conclui o emocionado Miguel Motter.

Escolha certa

O associado Ricardo Kuninari escolheu a cidade de Campo Grande, no Mato Grosso do Sul para construir seu projeto de vida. Há 22 anos o empresário e presidente do CDL (Câmara de Dirigentes Lojistas) de Campo Grande, formado em Engenharia Elétrica, chegou de São Paulo e percebeu que ali existia um mercado promissor para expansão de sua franquia, que contava apenas com uma loja, e, atualmente, tem dez. Kuninari logo enxergou que a parceria com o Sicredi renderia bons frutos e foi um dos incentivadores da criação da Cooperativa Sicredi Empresarial MS, que nasceu dentro da CDL.

Kuninari utiliza diversas soluções financeiras do Sicredi na gestão de sua empresa e como pessoa física. E acredita que fez a escolha certa. “Você é tratado como dono da cooperativa e não como cliente. Os empresários hoje que fazem parte de uma cooperativa tem um relacionamento completamente diferente daqueles que não fazem, principalmente pelo próprio associativismo, a interação e troca de ideias, que são fundamentais para o crescimento da cooperativa e do empresário”.

A educação como ferramenta de um mundo melhor

Aluna da escola Dom Bosco, de Lucas do Rio Verde (Mato Grosso), Julyevelen é uma multiplicadora dos valores que embasam o Programa A União Faz a Vida, principal iniciativa de responsabilidade social do Sicredi que contribui com a educação integral de crianças e adolescentes por meio de práticas de educação cooperativa.

Para a adolescente, o envolvimento da comunidade escolar, gestores, equipe pedagógica e parceiros são determinantes. A prova disso é que a troca de ideias e informações e a ajuda dos alunos com maior facilidade de aprendizagem aos que possuem mais dificuldade nos estudos resultaram na redução da evasão escolar, que caiu de 24% para 7,6%.

“A mudança que houve foi trabalhar na perspectiva do aluno, de como olhar o outro, vendo nele as necessidades. Essa é a maior mudança provocada pelo Programa”, aponta Soleni Ioris, que é a diretora da escola. Além do rendimento escolar, a proposta também resulta em mudanças em nível cultural e de consciência social. “O Programa, a partir do cooperativismo, do resgate da cidadania, tende a desenvolver no aluno as características e os valores de cumprimento de normas, o respeito às regras”, Fernando Ribeiro, professor.

A perspectiva de um mundo melhor vai além da sala de aula. “Minha filha está me passando valores de transformação de uma vida melhor, de um mundo melhorado através da união”, confessa Ivonete Balbino, mãe de Julyevelen. Para a estudante, o Programa consolida o que Nelson Mandela pregou, de que a arma mais importante para se mudar o mundo é a educação. “Que todos possam entender que, a partir do cooperativismo, a gente possa ajudar o outro. Trabalhando junto, a gente pode ir adiante, pode conquistar um mundo melhor para todos”, constata a estudante. Cooperativismo em família – o trabalho em união

O cooperativismo pode passar de pai para filho. É o caso do coordenador de Núcleo* de Estância Velha (RS), Tiago Schmidt, que resolveu se unir aos esforços familiares na atividade cooperativa: “Minha história com o Sicredi começou com a abertura da empresa da nossa família. Deixei o emprego anterior e vim trabalhar com meu pai. E foi através dele que eu conheci o Sicredi”, conta. Segundo Tiago, um dos maiores benefícios do sistema cooperativo é contribuir para que os recursos sejam reinvestidos na própria região, o que auxilia no desenvolvimento econômico local. Schmidt destaca que a força desse sistema são as pessoas: “Se a gente parar para refletir, eu não vejo outra alternativa para o mundo que a gente vive hoje a não ser a união das pessoas. E o cooperativismo está aí, pronto para quem quiser trabalhar em união”.

Cada pessoa ajuda a criar um mundo melhor

A primeira cooperativa de crédito da América Latina surgiu em Nova Petrópolis, cidade da Serra Gaúcha escolhida para a atuação do coordenador de Núcleo desta região, Adriano Fiorini. “O cooperativismo ajuda a transformar as pessoas”, justifica. Para ele, a atuação do Sicredi é fundamental para abrir oportunidades de se criar um mundo mais humano: “Eu acho que, hoje em dia, o mundo precisa de cooperação, sobretudo, e pensar mais o coletivo, deixar um pouco de lado o individual. Acho que a cooperação justamente busca resgatar um pouco esse outro lado, o lado das relações humanas”.

A íntegra dos cases estão disponíveis no blog gentequecooperacresce.com.br.

Fonte: Sicredi

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