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Taxas de Juros: Cooperativas vão entrar na briga

Enquanto os bancos privados resistem em reduzir os juros e o spread (diferença entre a taxa cobrada dos clientes e a que é paga aos investidores), as cooperativas já começam a avaliar o novo cenário e a possibilidade de baixar ainda mais suas taxas, acompanhando o movimento de incentivo ao crédito capitaneado pelos bancos públicos. Elas se apresentam como uma opção mais barata, com a vantagem de tornar o cidadão, ao mesmo tempo, cliente, investidor e dono do negócio.

Segundo Abelardo Duarte de Melo Sobrinho, diretor de Negócios do Sistema de Cooperativas de Crédito do Brasil (Sicoob), os juros das cooperativas são competitivos e diferenciados. No crédito pessoal, a taxa média cobrada pelo sistema é de 2,2% ao mês, contou. Nos grandes bancos, chegam a 4,6%. No cheque especial, as cooperativas oferecem 4,6%, contra os 6,5% dos concorrentes. No cartão de crédito, a diferença é de 7% para 10,5%.

O Sicoob aponta também vários outros benefícios, como o contato direto, personalizado e cordial com o colega dirigente, orientação financeira especializada e o privilégio de contar com distribuição de lucro, ao final de cada ano.

A estratégia de baixo custo do dinheiro rendeu excelente retorno mesmo no auge da crise. “Em 2008, o sistema financeiro praticamente parou. Para nós, foi o melhor período. A procura por recursos cresceu 27%”, revelou Márcio Freitas, presidente da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB). Ele destacou que as cooperativas não cobram tarifas de manutenção de conta ou talão de cheque.

Em 2011, o total de associados da OCB passou dos 10 milhões, crescimento de 11% em relação a 2010. O número de empregados subiu para 296 mil, 9,3% a mais que em 2010.

A guerra entre as cooperativas e as instituições financeiras tomou corpo com a portabilidade das contas dos servidores públicos. A disputa envolvia uma polpuda movimentação de mais de R$ 200 bilhões, ao longo de 2012, de um público com estabilidade no emprego, baixo risco de calote e alto poder aquisitivo.

Fonte: Fazenda.gov.br – Correio Braziliense – 12/04/2012, por Vera Batista

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