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Sócios ao invés de clientes

Banco de cooperativas vira case de sucesso na oferta de crédito

Com 1,8 milhões de associados presentes em 11 estados, a Sicredi apostou no modelo de cooperativas para se diferenciar no mercado de crédito. O conglomerado financeiro possui hoje 119 cooperativas e 22 bilhões em ativos totais, sendo que 12,5 bilhões são em crédito e 14,5 bilhões em depósito. “A grande diferença é que somos uma cooperativa. Os clientes são tratados como sócios“, explicou Paulo Valadares, da Sicredi, durante o Encontro ClienteSA IRC+ Fórum WitRisk.

Uma das vantagens do modelo é a redução da simetria de informações devido à relação próxima com os associados. “Esse também é um dos motivos de sermos mais fortes em cidades pequenas“, contou. Outra vantagem é a inteligência regionalizada. As concessões e os resultados das carteiras de crédito são assumidas por cada cooperativas, que conhecem as particularidades do mercado local.

Para Valadares, o cooperativismo de crédito no Brasil conta com uma das legislações mais avançadas do mundo e vem ganhando cada vez mais espaço. “Nosso desafio é equilibrar a natureza cooperativista e ampliar o leque de produtos. Queremos fechar o gap da competitividade”, reforçou.

Fonte: callcenter.inf.br

3 Comentários em Sócios ao invés de clientes

  1. @Marcos

    Marcos,

    Com certeza o Sicredi é uma Cooperativa.
    O que confunde um pouco a cabeça das pessoas e da sociedade como um todo, e isto até é uma coisa entendível, pois nunca fomos instigados a conhecer as sociedades cooperativas, é o fato de trabalharmos praticamente com os mesmos produtos e serviços dos bancos convencionais. Ou seja, para quem olha de fora, o Sicredi “parece” um banco, porém é bem melhor do que um banco. Justamente por ser uma sociedade cooperativa, o cliente/usuário, que aqui é tratado como dono/associado, participa de todas as decisões pautadas nas assembléias e ainda participa do resultado (Sobras). E isto é o principal diferencial em relação aos bancos convencionais, que só participa das decisões e do resultado, os poucos acionaistas que detêm o maior percentual das ações.
    Numa sociedade cooperativa, cada pessoa, independentemente do capital investido, tem o mesmo direito da outra. Ou seja, aqui é uma sociedade de pessoas, onde o ser, está acima do capital e o interesse coletivo está acima do individual.
    Não sei se te ajudei com estas informações, pois poderíamos ficar escrevendo várias páginas sobre isso (até mesmo pelo quanto acreditamos neste modelo).
    Por fim, dizer-te que, as 119 coooperativa que constituem hoje o Sicredi a nivel nacional, possuem um banco, que é o Banco Cooperativo Sicredi, que foi constituido com objetivo de suprir aquelas operações que a cooperativa de crédito não poderia operar à época, como acesso a reservas e câmara de compensação, linhas de financiamentos com recursos oficiais, produtos como: cartões, seguros, cobrança… enfim várias operacões que a legislação ainda não autorizava em 95, quando da constituição do nosso próprio banco. Mesmo que hoje muitas destas opeerações já são autorizadas também às cooperativas.
    Abraço!

  2. @Marcos

    @Roberto M. de Vargas

    Realmente para a grande maioria das pessoas, quando falamos em Sicredi/Banco Sicredi, Sicoob/Bancoob, a confusão é geral, na verdade, os Bancos cooperativos, que são dois no Brasil, O Banco Sicredi e Bancoob, só existem porque as cooperativas, como bem disse o Roberto, até uma década atrás não poderiam oferecer alguns produtos e serviços, sendo vetados pelo Banco Central, assim, elas se reunirão e criaram seu próprio Banco, ou seja, os bancos cooperativos na verdade tem apenas como seus clientes, as próprias cooperativas filiadas ao sistema, seja ele qual for, e apenas as cooperativasw singulares atendem as pessoas físicas e jurídicas de um modo em geral.
    Abraço!

  3. Concordo com o Paulo, o desafio é equilibrar a natureza cooperativista e aumentar o leque de produtos no mix.
    Este está sendo o tema de pesquisa do meu trabalho de conclusão do curso de especialização.
    Me arrisco a dizer que este ó grande desafio do cooperativsmo de crédito. Ressalte-se que este desafio não é pequeno.
    Quando esta equação estiver resolvida, o cooperativismo de crédito estará maduro.
    Fica o desafio aos administradores das cooperativas.
    Abraços!

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